Como anda o mercado de trabalho para as mulheres?

Principalmente, na época da Segunda Guerra Mundial, lá pelos anos de 1940, enquanto os homens iam para a frente de batalha, as mulheres assumiram os lugares nas fábricas. Assim, as funções que antes eram tipicamente masculinas passaram a ser realizadas pelo sexo feminino. O mercado de trabalho para as mulheres mudou muito de lá para cá, mas ainda há muita coisa a ser feita.

A cada ano, as mulheres vão tomando mais posições no mercado de trabalho, nas mais diversas funções, mas isso não é o bastante. Elas ainda ganham menos, têm menos oportunidades em cargos de liderança e precisam estudar muito mais que os homens para ocuparem as mesmas posições.

Vamos falar um pouco mais sobre isso agora e entender melhor como está o mercado de trabalho para elas. Confira!

Mulheres em cargos de liderança

Podemos ver alguns nomes femininos em cargos de liderança como Luiza Trajano, Anitta, mas a verdade é que ainda é bem raro.

De fato, há mais mulheres dentro das empresas, há mais contratações, porém, elas ficam bem longe dos cargos de liderança.

O problema, na verdade, já começa na entrevista de emprego. Pergunta se tem filhos, se tem alguém para cuidar dos filhos, mas raramente, esse tipo de pergunta é feita para os homens. A ideia de que o cuidado dos filhos ainda é responsabilidade única da mulher prevalece na mente de muitos.

E a maternidade também é outro fator que as afasta dos cargos de liderança, especialmente a gestação.

Um estudo feito pelo Linkedin em diversos países mostrou isso em números: o público feminino representa 45% do mercado de trabalho, mas quando o assunto são cargos de líderes, elas representam apenas 26%. Ainda podemos listar outros números dessa mesma pesquisa:

  • Setor de Saúde ou Farmacêutico: mais de 60% dos profissionais são mulheres, mas em cargos de liderança, apenas 45% são delas;
  • Serviços:47,3% de mulheres, mas apenas 33,6% estão na liderança;
  • Automotivo, Petróleo, Transporte e Energia: 25,7% de mulheres e apenas pouco mais de 18% nos cargos de chefia.

Porém, há uma luz no fim do túnel. No setor de tecnologia, há cada vez mais mulheres chefiando equipes. Uma área que era, em grande parte, dominada por homens, está cada vez mais sendo ocupada por elas.

Mercado de trabalho para as mulheres em áreas tipicamente masculinas

Existem alguns setores de trabalho que costumavam ser dominados pelos homens. O setor industrial é um exemplo bem claro disso, pois ofertas cargos que costumavam ser ocupados unicamente pelo público masculino.

Porém, de 20 anos para cá, isso vem mudando: houve um aumento de quase 15% de mulheres nesse nicho.

Isso se deve a uma maior abertura do mercado que precisou abrir espaço para as mulheres por conta de um movimento cultural. O empoderamento feminino ganhou força e as empresas precisaram se adaptar.

Elas passaram a fazer mais cursos na área. Por exemplo, os cursos técnicos do SENAI tiveram um aumento de 65% de participação feminina na sala de aula.

Algumas funções na fábrica, especialmente as que exigem força física, ainda são dominadas por homens. Porém, à medida que a automatização dos processos vai acontecendo e a tecnologia vai tomando o lugar dos braços fortes, as mulheres também vão passar a integrar essas áreas.

Uma mudança no panorama

Uma pesquisa mais recente, feita durante a pandemia, mostra que a participação das mulheres no mercado de trabalho caiu: foi o pior percentual em 30 anos. 

A pandemia da Covid-19 escancarou um problema social que já existia que é a desigualdade de gênero. Por mais que muitos queiram acreditar que isso não existe, esse novo cenário veio para provar que não poderiam estar mais enganados.

O fato é que, durante a pandemia, mais mulheres foram demitidas em comparação aos homens. 

Muito disso se deve ao pensamento enraizado de uma sociedade machista de que uma mulher não pode ser boa mãe e boa executiva ao mesmo tempo. Da mesma forma que, se considera os homens bons executivos, tanto o suficiente para mantê-los nos postos de trabalho, o mercado está dizendo que eles não são bons pais.

É uma maneira de pensar e agir totalmente retrógrada e nem um pouco compatível com os avanços nesse sentido que já foram conquistados.

Muitas são as mulheres que não têm ajuda do parceiro no cuidados dos filhos. Muitos acreditam que esse papel é das mães e, como na pandemia as crianças ficaram em casa em tempo integral, o trabalho dobrou e ficou impossível conciliar com a carreira.

Outro fator importante é o fato de que eles ainda ganham mais. Então, se for para alguém deixar o trabalho, que seja a mulher que possui uma renda menor. É mais lógico a se fazer por uma questão prática e de sobrevivência. Além disso, os homens têm mais chances de crescer na empresa e ganhar mais.

Os desafios a serem enfrentados

Ficou evidente que muito ainda precisa ser feito. É preciso que ocorra uma mudança de pensamento por parte das empresas e, principalmente, por parte das pessoas. 

Por isso, é preciso que os desafios que ainda precisam ser enfrentados fiquem claros para todos, mulheres e homens:

  • diferenças salariais;
  • falta de oportunidades;
  • assédio no ambiente de trabalho;
  • jornada tripla;
  • maior educação para ocupar a mesma função.

Tudo isso precisa ser modificado. É claro que os avanços já foram muitos, mas é preciso muito mais empenho de todos, ou seja, não só das mulheres, mas principalmente dos homens.

As empresas precisam parar de ver a maternidade como um problema e abraçá-la, afinal de contas, o nascimento faz parte da vida. Por causa disso, cada vez mais mulheres estão optando por não terem filhos.

Isso só faz reduzir a quantidade de força de trabalho no futuro, algo que é prejudicial para todas as empresas. Com menos força de trabalho disponível, os salários tendem a ficar mais elevados.

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